jornal arquitectos
Design: Pedro Falcão
© Daniel Malhão
Standard
13.04.2008
Todas as nossas actividades, das mais elementares como habitar, comer, deslocarmo-nos, até às mais complexas, são sustentadas pela existência de produtos-tipo, fabricados ou criados em série, a partir de regras bem definidas e quase sempre com origem em zonas longínquas do seu local de consumo, aplicação ou uso. Contudo esta condição não é recente.
Desde a antiguidade clássica que os processos de estandardização foram aplicados com sucesso.
No mundo romano a mercantilização e transacção de produtos chegava a todos os lugares do império com grande eficácia, depois do controlo de qualidade no local de origem ter sido efectuado.
O transporte obrigou a sistematizar e a regular as dimensões dos produtos e dos seus contentores de um modo não muito diferente do que é a regra hoje em dia.

No século XIX o processo de estandardização começou a ser sucessivamente alargado à produção de quase todos os bens de consumo. A série e o padrão foram assimilados no mundo ocidental para minimizar custos de fabrico e para permitir uma situação mais vantajosa a todos os intervenientes do processo, inclusivamente o consumidor, ao qual é permitido adquirir a baixo custo um produto de outro modo inalcançável. De modo a simplificar o processo de produção, transporte e percepção, os produtos tornaram-se, entre si, tendencialmente similares. Uma ida a qualquer supermercado comprova-o. Não só o que está para venda mas também o tipo de prateleiras, a dimensão dos corredores, a iluminação, ou mesmo o edifício que tudo contem e que é igual a todos os outros do mesmo grupo.

A Arquitectura oscilou sempre entre um fascínio pelo espírito da série e a impossibilidade de o pôr, de facto, em prática de modo sistemático. Neste JA aborda-se a questão do standard, procurando entender de que modo é que a produção arquitectónica incorpora os sistemas de mercado não deixando de produzir novos significados.

Como adequar a experimentação e consequentemente o desenvolvimento de outras possibilidades de habitar mais sustentáveis, com a construção em série de edifícios habitacionais de T0, T1, T2 e
T3, de novos hotéis das cadeias internacionais, de edifícios de escritórios, de unidades industriais, de equipamentos turísticos, de hipermercados e de grandes superfícies comerciais?

Documentos

Subscrever E-Newsletter



 

TSF

JA

Newsletter JA

mais

 

AGENDA OA
OA
OASRN OASRS HABITAR PORTUGAL IAP20 OAPIX CONHECER 1(-)1 CONGRESSO DOS ARQUITECTOS PORTAL DOS ARQUITECTOS
CAE CIALP DoCoMoMo FEPA UIA