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Arquitectos portugueses recebem Menção Honrosa
04.12.2006
O atelier de arquitectura MOB (ARNT – arquitectura, design e urbanismo, Lda) ficou entre as sete menções honrosas designadas pelo júri do Concurso Internacional de Ideias para a Implantação do Palácio de Justiça de Paris, previsto para a zona de Tolbiac-Halle Freyssinet.
O primeiro prémio do concurso foi atribuído pelo júri aos espanhóis Josep Fuses e associados, sendo o francês Pacôme Bommier, da 3BOX, o segundo classificado e o holandês Fernando Donis o terceiro.
O grupo português, constituído por Tiago Mota Saraiva, Andreia Salavessa, Carolina Condeço, Nuno Nunes Ferreira, Vera João e Bruno Gonçalves, destaca-se com a primeira das menções honrosas, num concurso internacional de ideias em que participaram, na categoria “profissionais”, 200 projectos, tanto de jovens arquitectos como de nomes consagrados.
O sítio de implantação do novo Palácio de Justiça é uma zona expectante no centro da cidade de Paris, próximo da Biblioteca Nacional de França. O júri considerou que nas menções honrosas devia privilegiar “as diferentes abordagens sobre a recomposição da paisagem urbana e do espaço público”, tendo em vista “a ligação entre quarteirões antigos e novos nas margens do Sena” e “a valorização do edifício notável da Halle Freyssinet”.
O projecto do atelier MOB agora distinguido, sob o tema Jusqu’ici tout va bien…, foi concebido a partir dos recentes acontecimentos em França denominados como La révolte de la banlieue e contém, de acordo com os autores, “uma reflexão sobre a tipologia de edifícios associada à ideia de Tribunal enquanto centro de representação de um poder”. Segundo o comunicado de imprensa do MOB, “a proposta centra-se na criação de uma praça aberta com alguma topografia mas sem limites visuais nem físicos, rematada por um edifício charneira”, que recupera a antiga gare da época industrial. O comunicado do MOB acrescenta ainda que “a praça é proposta como o palco para as mais variadas experiências de utilização e integração social”, “um plano aberto e sem muros” à frente do Tribunal que pretende “afirmar o poder dos cidadãos”, numa época em que “o alarmismo ultra-securitário nos impele a construir novos muros (Israel 2005, EUA 2006)”.

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