agenda
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Habitar Portugal 12-14 em Évora
19.10.2016
24 de Setembro a 4 de Dezembro
Fórum Eugénio de Almeida
Évora

A exposição que o Fórum Eugénio de Almeida acolhe, constituindo a quinta apresentação, em território nacional, desta selecção de obras de arquitectura construídas no triénio 2012-2014, procura nas suas diversas manifestações compreender, discutir, e reportar o estado e a condição da arquitectura portuguesa que hoje vivemos.

Esta selecção fez-se perante uma pergunta: está a arquitectura sob resgate? O resultado pretende ser, mais do que uma conclusão, uma reflexão em aberto. As 80 obras que se apresentam são, cada uma delas, propostas para a construção da percepção de um momento significativo para a arquitectura portuguesa.
O período a que esta edição corresponde é coincidente com o programa de resgate financeiro a que Portugal esteve sujeito. Quis-se, por isso, analisar e compreender o impacto que inevitavelmente este facto teve na prática dos arquitectos portugueses. A observação destas obras não torna evidente uma preocupação específica com os programas ou as actuações que, de uma forma ou de outra, incorporaram a actual situação social, política e económica como um seu motivo. Procura, antes, perceber qual o impacto desse estado que ainda não sabemos quanto de transitório terá, de que formas se manifesta e que consequências deixa.

Se a arquitectura está sob resgate, como é o seu reajustamento?

A quinta edição de Habitar Portugal, que cobre já quinze anos de produção arquitectónica portuguesa, desde 2000, é uma oportunidade para cruzar as suas sucessivas concretizações e reflectir sobre a acumulação de registos que nos permitem uma imagem de uma passagem alargada de tempo pela arquitectura portuguesa. Esse cruzamento, a que naturalmente se chamou palimpsesto, conduziu ao reconhecimento de um processo contínuo de mudanças profundas.

As alterações no ensino da arquitectura e a multiplicação pelo país de novos cursos públicos e privados são um dado novo neste espaço de tempo. O reconhecimento público de que foi sendo alvo, sobretudo através dos seus autores mais mediáticos, e a importância crescente da participação dos arquitectos no mercado da construção com as discussões sucessivas sobre a sua autonomia disciplinar e o seu estatuto social e legal são temas presentes mesmo que em permanente reenquadramento. A presença cada vez mais natural da internacionalização dos seus agentes contribuiu para uma visibilidade social dos arquitectos e da arquitectura que transbordou os tradicionais meios disciplinares para a sua divulgação e discussão. Ao mesmo tempo discutem-se as condições e as oportunidades de uma prática que, mesmo disseminando-se pelo território, não podem senão reproduzir as assimetrias que encontramos em todas as outras actividades.

Habitar Portugal pretende constituir-se como uma manifestação importante que a Ordem dos Arquitectos assume para a divulgação da arquitectura e a discussão das suas políticas públicas.

Luís Tavares Pereira
Bruno Baldaia
Magda Seifert
Comissários HP 12–14





Programa Paralelo

Em diálogo com
Nuno Cera



A série de três fotografias “Melancholia Studies” que Nuno Cera realizou em Espanha, no distrito de Castilla La Mancha, podia ter sido feita em Portugal, por exemplo sobre o troço abandonado, por falta de fundos, da via férrea Sines-Espanha que deixou o percurso pontuado com improváveis estruturas de betão inacabadas.
Projectos interrompidos, abandonados, foram uma realidade importante do período de crise que atravessamos e a que o HP12-14 reporta, e que a selecção, resultado da excelência das obras, não traduz, mas cujo retrato perseguimos.
Desprovidos de utilização imediata, exibindo uma materialidade que confunde a temporalidade ou a geografia, a relação com a paisagem e a geometria das três formas contribuem para uma estranheza visual que Nuno Cera classifica de ruína do futuro. Há um sentimento de perda que é suplantado pelo maravilhamento. Neste trabalho a arquitectura está num "momento de indefinição e entre dois estados, entre ser construção ou já ruina". Um pequeno estudo visual “sobre a possível melancolia da construção”, uma resposta ao mote “está a arquitectura sob resgate?”.

Sul. Visões e Representações
dois filmes seleccionados por Luís Ferro

06.10
‘El Sur’ de Víctor Erice (1983)

13.10
‘Sud’ de Chantal Akerman (1999)


25.09, 11h
Visita guiada
pelos comissários


27.09, 14h30
Visita a obras
e conversa
com os autores

Obras Sul II
Pedro Lagrifa de Oliveira
Luís Pereira Miguel
João Favila

06 e 13.10, 21h30
Auditório Soror Mariana
Rua Diogo Cão, 8
Cinema
“Sul. Visões e representações”


11.10, 18h
Debate
‘Habitar Portugal:
como se vê a arquitectura?’

com os comissários das
selecções anteriores
João Belo Rodeia HP 00-02*
José António Bandeirinha HP 03-05
Pedro Gadanho HP 06-08
Susana Ventura HP 09-11

27.10, 14h30
Visita a obras
e conversa
com os autores

Obras Sul II
Aires Mateus
Francisco Barata
José Carlos Cruz
Cândido Chuva Gomes


Toda a informação.

*a confirmar

O Habitar Portugal conta como patrocínio exclusivo Cinca e Mapei.



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