agenda
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Habitar Portugal 12-14 Castelo Branco
06.02.2017
de 11 de Fevereiro a 12 de Março
Museu Francisco Tavares Proença Júnior
Castelo Branco
inauguração: 11 de Fevereiro, 16h

PROGRAMA PARALELO

16 de Fevereiro 2017
14h30
Periferias e visibilidade, estratégias de afirmação.

Bernardo Rodrigues, Nuno Costa Santos, Carlos Semedo, José Afonso.

O debate do Habitar Portugal em Castelo Branco permite discutir algumas questões importantes para a arquitectura contemporânea em Portugal. Em primeiro lugar as assimetrias regionais. A concentração de pessoas e recursos na faixa litoral tem tido como consequência óbvia um processo de desertificação do interior que se faz essencialmente sobre os meios rurais. Aos fluxos migratórios em curso as cidades do interior têm tentado captar os seus novos habitantes através da construção de polaridades que dependem da sua capacidade de atracção que decorre da qualidade de vida alternativa à deriva pelos grandes centros. As estratégias são diversas mas todas dependem das condições que se estabelecem para que cada um desses centros seja visível, exista no espaço dos media, esteja presente nas opções de investimento para que existam oportunidades para a vida que nelas se possa fazer. Ao ser periférico corresponde uma estratégia de afirmação que pode passar pela identidade que necessita dos sinais que a veiculam, ou pela construção de novas identidades que a projectem. Castelo Branco parece ser um caso específico entre a criação de condições estruturais que fixem os seus habitantes e ao mesmo tempo o desejo de criar condições para que existam novas possibilidades. E a arquitectura, que papel tem aqui?

22 de Fevereiro 2017
14h30
Apresentação obras Norte III, Sul III e Fora de Portugal I

Data Center Portugal, João Luís Carrilho da Graça
Escola de Kapalanga, Paulo Moreira + PARQ arquitectos
Lubango Center, Promontório
Torre de Palma Wine Hotel, João Mendes Ribeiro + Luísa Bebiano




Está a arquitectura sob resgate?

A selecção de obras de arquitectura reunidas nesta edição Habitar Portugal faz-se perante uma pergunta: está a arquitectura sob resgate? O resultado pretende ser, mais do que uma conclusão, uma reflexão em aberto. As oitenta obras que aqui se apresentam são cada uma delas propostas para a construção da percepção de um momento significativo para a arquitectura portuguesa. O tema proposto deve ser lido como um enquadramento e os critérios para a sua reunião, previamente comunicados, são um seu suporte. O período a que esta edição corresponde, 2012-2014, é coincidente com o programa de resgate financeiro a que Portugal esteve sujeito. Quis-se, por isso, analisar e compreender o impacto que inevitavelmente este facto teve na prática dos arquitectos portugueses. A observação destas obras não torna evidente uma preocupação específica com os programas ou as actuações que, de uma forma ou de outra, incorporaram a actual situação social, política e económica como um seu motivo. Procura, antes, perceber qual o impacto desse estado que ainda não sabemos quanto de transitório terá, de que formas se manifesta e que consequências deixa. A arquitectura é uma prática social e, por isso, dependente e condicionada pelos meios através dos quais as sociedades projectam em forma, objecto e espaço, o momento por que passam. Ao mesmo tempo tem um autor ou autores, o que significa que cada arquitecto é um filtro que reorganiza ideias várias e de proveniências distintas e as materializa numa obra. A arquitectura é ainda uma prática autoral por muito que queira participar de fenómenos alargados ao espaço social onde se move. As obras que aqui se apresentam são disso testemunho, a variedade de opções, práticas e posicionamentos é evidente mesmo quando as queiramos olhar desde um enquadramento determinado.

A exposição que aqui se apresenta, que a Câmara Municipal de Castelo Branco e o Museu Francisco Tavares Proença Júnior decidiram acolher, faz parte de um conjunto de mostras que percorrerá o país, procurando nas suas diversas manifestações compreender, discutir e reportar o estado e a condição da arquitectura portuguesa que hoje vivemos considerando o acervo que Habitar Portugal já constitui. Para esse efeito, cada exposição é única quer no seu layout, quer na parede que reúne os elementos de um processo de trabalho e de reflexão do comissariado que se estenderá ao longo da totalidade do processo de itinerância contribuindo com conteúdos originais para cada uma. No MFTPJ, e procurando entender o contexto em que cada mostra HP 12-14 se faz, o destaque é dado a duas obras geograficamente próximas em confronto com outras duas construídas fora de Portugal por arquitectos portugueses. O tema proposto para o debate no programa paralelo, “Periferias e visibilidade, estratégias de afirmação”, procura debruçar-se sobre alguns aspectos da prática da arquitectura fora dos grandes centros urbanos que se entende serem oportunos neste contexto convocando à discussão áreas distintas de conhecimento. Esta possibilidade de uma reflexão expandida inclui-se no esforço de fazer desta edição HP 12-14 uma oportunidade para cruzar olhares de diferentes origens e, igualmente, alargar o seu âmbito às suas cinco edições anteriores que desde o ano 2000 reúnem já um acervo de cerca de 400 obras. Um palimpsesto de registos que sugerem um esforço de comparação com o momento em que vivemos.

O processo de resgate da economia portuguesa pressupôs um reajustamento como consequência deste estado de suspensão e reavaliação do seu estado anterior. Os processos de crise foram sendo historicamente momentos fecundos para a arquitectura e para a sua história. Como podemos então ver e perceber este por que passamos agora? Se a arquitectura está sob resgate, como é o seu reajustamento?

Luis Tavares Pereira, Bruno Baldaia e Magda Seifert
Comissários HP 12-14




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