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Quinta edição do estudo bianual sobre a profissão de arquitectura realizada pelo CAE
06.02.2017

Quinta edição do estudo bianual sobre a profissão de arquitectura realizada pelo CAE | Conselho dos Arquitectos da Europa demonstra que a profissão pode estar a regressar à normalidade, após a crise económica de 2008, revelando perspectivas positivas para a profissão.

O presente estudo, encomendado pelo CAE, pretende demonstrar os resultados de uma recolha e análise de dados estatísticos, sociológicos e económicos sobre os arquitectos europeus, o mercado de arquitectura a nível europeu e práticas profissionais de arquitectura também a nível europeu. Os resultados são apresentados sob a forma de gráficos, tabelas e mapas, acompanhados dos respectivos textos explicativos. As fichas de países apresentam todos os dados recolhidos em cada país abrangido pelo estudo.

Com base nas respostas de 27.000 arquitectos de 27 países europeus, a edição de 2016 do estudo foi enriquecida com novas áreas de investigação, tornando-se, sem dúvida, o estudo mais abrangente sobre a profissão de arquitecto na Europa e um instrumento de referência essencial para quem se possa interessar pela profissão de arquitecto e pelo ambiente construído.
A pesquisa confirma que a arquitectura é uma profissão crescente - o número de arquitectos na Europa a 31 é estimado em cerca de 600.000, um aumento de 4% desde 2014. Ainda que exista algum caminho a percorrer até aos níveis pré 2008, o estudo revela sinais de recuperação do mercado arquitectónico, assim como, perspectivas positivas para a profissão: o valor do mercado de arquitectura aumentou; a receita média é ligeiramente superior para a maioria dos escritórios/ateliers de arquitectura, independentemente da sua dimensão; o número de arquitectos independentes é inferior - sugerindo que os arquitectos estão a retomar ao género de contratos mais formais; e, mais importante, os arquitectos na maior parte dos países sentem-se confiantes sobre as perspectivas futuras de trabalho, prevendo a possibilidade de mais trabalho para 2017.

Contudo, a tendência positiva a nível europeu não deve ocultar o facto de a situação ser diferente de país para país no seio da própria Europa. Isto é, o crescimento continua a ser mais lento nos países a sul e, não surpreendentemente, as previsões são mais pessimistas.

"Ao apoiar e orientar eficazmente a posição política do CAE com tratamento estatísticas, o Estudo contribui para aumentar a credibilidade da CAE no seu trabalho com os decisores políticos, tanto a nível da EU, como a nível nacional se assim desejarem os estados membros", afirma Luciano Lazzari, Presidente do CAE. "O Estudo também nos ajuda a entender melhor como a profissão foi afectada e transformada pela crise económica e apresenta uma imagem detalhada da nova realidade que a profissão de arquitecto enfrenta", acrescenta.

Síntese por Itens:

1: Arquitectos na Europa

A pesquisa confirma que a arquitectura é uma profissão crescente - o número de arquitectos na Europa-31 é estimado em cerca de 600.000, um aumento de 4% desde 2014. O perfil do género e idade dos arquitectos é muito semelhante aos resultados da pesquisa do estudo de 2014 e, metade dos arquitectos, têm menos de 50 anos; 62% da profissão é do sexo masculino, verificando-se um ligeiro decréscimo no número de mulheres face ao estudo anterior. Pouco mais de três quartos da profissão trabalha a tempo inteiro.

2: Arquitectura - O Mercado

Os vários indicadores estão a evoluir de forma positiva: a construção está a aumentar em toda a Europa e o valor total do mercado de arquitectura, segundo os resultados do estudo, aumentou (+12 % desde 2014). Os próprios arquitectos vêem um futuro positivo: a maioria dos arquitectos espera um aumento de trabalho, ou alguma estabilidade. O trabalho dos arquitectos está direcionado para a reconstrução, cerca de 59%, em comparação com 41% da nova construção. A habitação privada e, em particular a habitação única, ainda domina o mercado.


3: Arquitectura - A Prática

O estudo revela uma queda no número de arquitectos independentes, em favor de parcerias e empresas limitadas. Da mesma forma, o número exercício de arquitectos em nome individual também é o menor desde 2010, sugerindo que os arquitectos retomam para um género de contrato laboral mais formal, ou seja, deixando de praticar sozinho.

Em comparação com o inquérito anterior, a receita média aumentou em escritórios/ateliers até 30 funcionários. Cerca de 4% da receita é gerada a partir de trabalho realizado fora do país em que a prática de arquitectura aumentou. O número de horas de trabalho médio, de acordo com o estudo, são as mais altas em qualquer dos anos em que a pesquisa foi realizada.

4: Arquitectos - O Arquitecto

O estudo mostra que a profissão pode estar a regressar a uma normalidade, depois da crise económica de 2008: o salário médio global é 10% maior do que em 2014 - esta é a primeira vez que o salário médio aumentou desde que o inquérito começou em 2008.

Nos últimos 12 meses, 5% dos arquitectos entrevistados trabalharam noutro país europeu – sendo a mesma proporção que no último inquérito. Quase metade dos entrevistados acha que as questões práticas, de relocalização ou pessoais são as principais preocupações sobre a possibilidade de trabalhar noutro país. Outras preocupações significativas são não ter conhecimento suficiente do planeamento urbano ou legislação de construção, assim como, não ter competências linguísticas suficientes.

Relativamente a Portugal, torna-se preocupante verificar que o número de participação dos arquitectos na resposta à pesquisa diminuiu substancialmente. Por outro lado, embora o número de arquitectos a nível nacional continue a aumentar, 17 100 em 2012, 21 200 em 2014 e 22 200 em 2016, poder-se-á concluir que a percentagem de crescimento é inferior aos anos anteriores. Relativamente ao número de escritórios/ateliers, verifica-se, também, um aumento, principalmente, tendo em conta os números verificados entre 2012 e 2014. Pelo que se pode constatar, em Portugal a tendência ainda se encontra contrária aos resultados genéricos do estudo, como por exemplo, o número de escritórios/ateliers com 2 pessoas aumentou, sendo que o número de escritórios/ateliers com 6 a 10 pessoas diminuiu; Poder-se-á concluir que em Portugal, assim como noutros países do sul da Europa, como Espanha e Itália, a retoma do crescimento ainda é baixa, muito embora se verifiquem alguns sinais positivos e de confiança.





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