Um imperativo ético
27.11.2006
As moções aprovadas na Assembleia Geral que concluiu o 11º Congresso traçam grandes orientações gerais, que merecem uma leitura cuidada.
Queremos desde já destacar duas delas:
- a necessidade crescente de uma afirmação ética por parte da profissão em face do poder político. É o tema da moção B. Ao exigir nova legislação em matéria de combate à corrupção, nomeadamente a definição de crime económico aplicada à apropriação abusiva, por particulares, de mais valias urbanísticas obtidas à margem dos instrumentos de gestão territorial, a moção C exemplifica esse imperativo ético;
- a deliberação de avaliar as regras estatutárias e evoluir para um modelo organizativo mais próximo das necessidades e aspirações dos arquitectos. A moção A deu, quanto a este ponto, um contributo importante, salientando a necessidade de reforçar o papel dos núcleos e delegações, levando mais longe a descentralização estatutária e criando novos canais de comunicação junto do poder local, que é um dos nossos principais interlocutores.
São duas grandes frentes de trabalho que tentaremos levar por diante, conscientes de que é também por aí que passa a nossa capacidade de responder aos desafios colocados pelos novos territórios, tema central deste Congresso.
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