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Palácio Nacional de Mafra e Santuário do Bom Jesus em Braga inscritos na Lista do Património Mundial
07.07.2019
O Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos reunido na 38ª reunião plenária, de 10 de Julho, manifestou o seu regozijo pela decisão tomada na 43.ª Sessão do Comité do Património, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), realizada em Baku, de inscrição do Palácio Nacional de Mafra e do Bom Jesus de Braga, dois importantes monumentos nacionais, na lista do Património Mundial elaborada pela UNESCO, e, ainda o alargamento da zona central da Universidade de Coimbra - Alta e Sofia, inscrita na Lista desde 2013, de modo a incluir o Museu Nacional Machado de Castro.

Para nós, arquitectos portugueses, trata-se tão só do reconhecimento de dois magníficos conjuntos na paisagem nacional, entre tantos outros, que testemunham para as sucessivas gerações, os sonhos, os anseios e as ambições de quem fez nascer a obra. Esta é a nossa cultura, é de todos e por isso devemos também ambicionar por uma política responsável para a paisagem nacional, de linhas orientadores que permitam, na medida do possível, conciliar o futuro com o nosso passado. A isto se chama identidade.

A Ordem dos Arquitectos dirigiu felicitações a todos aqueles cujo contributo nos levou mais uma vez a integrar a lista de classificação de Património Mundial da UNESCO, entre promotores das candidaturas, autarcas e entidades eclesiásticas.



O Conselho Directivo Nacional




Sobre as obras consideradas Património Mundial da Humanidade pela UNESCO

Convento de Mafra

Mandado construir no século XVIII pelo Rei D. João V, e da autoria do Arquitecto Johann Friedrich Ludwig (Ludovice), o Palácio Nacional de Mafra é o mais importante monumento do barroco em Portugal.
O trabalho começou a 17 de novembro de 1717, concebido inicialmente como um pequeno convento para 13 frades, o projecto para o Real Convento de Mafra foi sofrendo sucessivos alargamentos, acabando num imenso edifício de cerca de 40.000 m2, com todas as dependências e pertences necessários à vida quotidiana de 300 frades da Ordem de S. Francisco.
Foi classificado como Monumento Nacional em 1910. Foi um dos finalistas da iniciativa Sete Maravilhas de Portugal a 7 de julho de 2007.

Classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade a 7 de julho de 2019, durante a 43.ª Sessão do Comité do Património da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Baku, no Azerbaijão.

Museu Nacional de Machado de Castro

O Museu Nacional de Machado de Castro, assim denominado em homenagem ao destacado escultor coimbrense Machado de Castro, é um dos mais importantes museus de Belas-Artes de Portugal.
O decreto que determinou a sua criação data de 1911. A abertura ao público aconteceu a 11 de Outubro de 1913. O seu espólio inclui importantes núcleos de escultura, pintura e Artes decorativas.
Em 1935 foi nomeada uma comissão a fim de estudar o plano de conjunto das obras a realizar no Museu, em 1965 o Estado incluiu o Museu Nacional de Machado de Castro na lista dos museus nacionais, reconhecendo-se a sua excepcional qualidade; sem deixar de ser primordialmente um museu de arte sacra com proveniência regional, a dupla valência de acervo museológico e edifício histórico fazem dele um museu raro. Em 2006 o museu encerrou para uma ampla renovação que incluiu a construção de um novo edifício, projectado pelo Arquitecto Gonçalo Byrne, tendo reaberto e inaugurado no final de 2012.
Devido à sua qualidade arquitectónica, esta reconversão do Museu Nacional de Machado de Castro mereceu a atribuição do prémio Piranesi/Prix de Rome 2014.

Classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade da Universidade de Coimbra - Alta e Sofia, a 7 de julho de 2019, na 43.ª Sessão do Comité do Património da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Baku, no Azerbaijão.

Santuário do Bom Jesus de Braga

O Santuário do Bom Jesus de Braga, constitui-se num conjunto arquitectónico-paisagístico, dominantemente do estilo Barroco, integrado por uma igreja, um escadório, uma área de mata (Parque do Bom Jesus), alguns hotéis e um funicular (Elevador do Bom Jesus). Estima-se que a ocupação deste sítio remonta ao início do século XIV, no ano de 1373 já é mencionada uma ermida no local, sob a invocação da Santa Cruz.

Foi elevado a basílica-menor em 5 de julho de 2015. A Basílica do Bom Jesus de Braga foi projectada pelo Arquitecto Carlos Amarante, por encomenda do então Arcebispo de Braga, D. Gaspar de Bragança, para substituir a anterior igreja, erguida por D. Rodrigo de Moura Teles. As obras decorreram entre 1784 e 1811. O adro, também projectado pelo Arquitecto Carlos Amarante, apresenta oito estátuas que representam personagens que intervieram na condenação, paixão e morte de Cristo. A basílica é um dos primeiros edifícios em estilo neoclássico no país. A sua fachada é ladeada por duas torres, encimada por um frontão triangular.
O Santuário do Bom Jesus de Braga foi classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, a 7 de julho de 2019, na 43.ª Sessão do Comité do Património da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Baku, no Azerbaijão.




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