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Lançamento da nova edição Habitar Portugal — 12-17: Espaço público: uma casa para todos
24.02.2020
É hoje lançada uma nova edição da Habitar Portugal, Habitar Portugal 12-17, uma iniciativa promovida pela Ordem dos Arquitectos que pretende dar a conhecer uma seleção de obras construídas por arquitetos portugueses que, pela sua relevância, sejam representativas do panorama da arquitetura em Portugal. Habitar Portugal 12-17 irá acolher obras concluídas entre 1 de Janeiro de 2012 e 31 de Dezembro de 2017, em território nacional e também no estrangeiro.
Candidaturas, regulamento e mais informações




Habitar Portugal 12-17
Sob o lema “Espaço Público: uma casa para todos”, a 6.ª edição da Habitar Portugal é dedicada, pela primeira vez, exclusivamente ao desenho do “vazio”. Mais especificamente, do “vazio” coletivo. Espaço “de todos” e “para todos”. Vazio que também é Arquitetura. É esse o caráter distintivo da exposição Habitar Portugal 12-17. O tema e a sua instalação, precisamente, no contexto que informa esta edição: o espaço público.

O conjunto das obras selecionadas permitirá identificar os temas e reflexões mais significativas lançadas no debate disciplinar sobre o espaço público, proporcionando, em simultâneo, uma leitura sobre o seu significado para a cidade e a sociedade contemporâneas. Coloca-se aqui, no entanto, uma questão terminológica. O que se entende, hoje, por “espaço público”? O uso indiscriminado do termo para classificar toda e qualquer intervenção no espaço não construído e a interpretação generalizada do espaço público como fato singular, independente da estrutura que o suporta, têm contribuído para o esvaziamento deste conceito no que o mesmo implica
 de urbanidade, ou qualidade urbana.
Por outro lado, assiste-se a uma crescente sobreposição dos âmbitos de intervenção da prática arquitetónica e do desenho urbano, abrindo o caminho à indefinição, e, portanto, ao aparecimento de novas categorias tipológicas, e diluindo as fronteiras entre público e privado. Importa, por isso, clarificar os critérios que informam a escolha e seriação das obras submetidas a apreciação.

Organizadas em quatro categorias – Símbolo, Recurso, Produto e Prática –, propõe-se a seriação das obras segundo a abordagem fenomenológica que as sustenta, de acordo com as suas dimensões de “representação”, “bem comum”, “comunicação” e “desenho”. Esta categorização, embora não sendo estanque nem linear, será reveladora das políticas e interesses que têm orientado a produção de espaço público nos últimos anos, possibilitando uma espécie de diagnóstico da cultura arquitectónica portuguesa.

Susana Lobo
Comissária-Geral HP12-17



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