notícias da OA
-
© Inês d'Orey
Prioridades de trabalho de arquitectos e outros profissionais. Intervenção da Ordem dos Arquitectos em reunião do CNOP
03.09.2020
O Presidente do Conselho Directivo Nacional participou, em representação da Ordem, na última reunião do Conselho Geral do CNOP — Conselho Nacional das Ordens Profissionais a 27 de Agosto.

A pretexto das actuais condições de funcionamento de equipamentos sociais, Gonçalo Byrne sublinhou a pertinência e a urgência de os “projectar, planear, investir e humanizar” enquanto prioridades de intervenção de profissionais.

Uma infra-estrutura de Ensino ou outras infra-estruturas de serviços […] têm de obedecer a cuidados especiais [e] devem ser projectados por especialistas, arquitectos, engenheiros, consultores técnicos, que garantam as condições de habitabilidade e segurança destes edifícios.

Por outro lado, Gonçalo Byrne reforçou o empenho da Ordem em acompanhar o processo que envolve as ordens enquanto representantes de profissionais que assumem um papel transversal para os interesses económicos e sociais do país.




Intervenção do arquitecto Gonçalo Byrne, 27 de Agosto

“A posição da Ordem dos Arquitectos acerca da recente questão que envolve a Ordem dos Médicos e o Governo e que levou, de novo, à insinuação de que as Ordens extravasam as suas competências, merece da parte da Ordem dos Arquitectos as seguintes considerações:

Esta contenda tem por justificação a morte trágica por Covid-19 de utentes e funcionários em Reguengos de Monsaraz.
É o culminar de notícias que vemos divulgadas repetidamente, todos os dias, de situações dramáticas em instituições, em lares e residências de idosos, e que é consequência também e sobretudo das más condições do funcionamento destas estruturas.

Na opinião da Ordem dos Arquitectos esta não é a oportunidade para rever a legislação que às Ordens Profissionais diz respeito mas antes a oportunidade de rever as condições de funcionamento destes equipamentos e, sendo assim, é uma questão de planeamento, arquitectura e infra-estruturação das mesmas, da sua humanização e dignificação, para além da sua infra-estruturação técnica.

A realidade portuguesa relativamente aos lares de idosos, centros de dia e instituições congéneres, públicas ou privadas, é completamente desajustada ao que devem ser infra-estruturas deste tipo nos dias de hoje.
Há ainda lares clandestinos, há lares instalados em edifícios com outra anterior função que são adaptados de forma improvisada, a funcionar sem quaisquer condições.
Há edifícios novos cujo layout não prevê, nem antecipa, situações de emergência como a que vivemos hoje.

A tendência para a sobrelotação dos lares existentes e a necessidade de construção de novas residências será progressiva e as soluções de construção, ampliação e circulação têm que ser pensadas antecipadamente.

Uma infra-estrutura social desta natureza, tal como uma infra-estrutura de Ensino ou outras infra-estruturas de serviços que têm que obedecer a cuidados especiais de habitabilidade devem ser projectados por especialistas, arquitectos, engenheiros, consultores técnicos, que garantam as condições de habitabilidade e segurança destes edifícios.

Projectar,  planear, investir e humanizar são prioridades de trabalho que, infelizmente, esta pandemia veio trazer a lume.

A Ordem dos Arquitectos está na disposição de colaborar com a Ordem dos Médicos e outras organizações profissionais, e com as entidades governamentais que supervisionam estes equipamentos, organizando os procedimentos para se tratar este assunto com a pertinência e a urgência que ele merece.”

Subscrever E-Newsletter



 

TSF

JA

JA PDF

Newsletter JA

mais

 

VOLCALIS
OA
OASRN OASRS HABITAR PORTUGAL IAP20 OAPIX 1(-)1 CONGRESSO DOS ARQUITECTOS PORTAL DOS ARQUITECTOS
CAE CIALP DoCoMoMo FEPA UIA