comunicados
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A colaboração aproxima diferenças
03.02.2021
A apresentação de candidaturas aos órgãos dos colégios decorre até ao dia 24 de Fevereiro. Apelo à participação dos inscritos nos colégios neste processo, dando um sinal claro da relação aberta e disponível que o Conselho Directivo Nacional (CDN) pretende manter com estas estruturas.


O somatório dos inscritos nos três colégios não ultrapassa os 240 arquitectos (menos de 1% dos membros da Ordem), mas reúne arquitectos organizados em torno de um exercício profissional que possam privilegiar. É a estes que me dirijo, antes de mais, mas também a todos aqueles que estejam disponíveis para intervir, em torno de uma determinada prática disciplinar, por vocação ou por escolha, na vida da Ordem.

Por convocatória dos seus presidentes, as assembleias eleitorais dos três colégios reúnem no dia 26 de Março. Urbanistas — CAU - Colégio de Arquitetos Urbanistas; gestores, directores e fiscalizadores de obras — COB - Colégio de Gestão, Direção e Fiscalização de Obras; e intervenientes no património arquitectónico — CPA - Colégio de Património Arquitetónico, vão eleger os seus órgãos para o próximo mandato: a Mesa da Assembleia e a Comissão Executiva.

Os colégios detêm “funções de estudo, formação e divulgação, no domínio da arquitetura, sempre que estejam em causa áreas com características técnicas e científicas particulares, que assumam importância cultural, social ou económica e impliquem uma especialização do conhecimento ou da prática profissional”, e não limitam a possibilidade de praticar qualquer acto da profissão, nem aos seus membros nem aos demais colegas não neles filiados.

A Ordem deve ser o lugar de encontro e partilha de conhecimento, procurando soluções para o bom exercício da profissão, aproximando diferenças individuais num lugar comum. Somos muitos arquitectos (dirão alguns) e somos construtores de soluções (diremos todos) juntos e presentes, interessados em emprestar mais-valia nos diversos sectores económicos onde actuamos: o Ambiente, o Ordenamento do Território, a Acção Climática, a Economia, as Infraestruturas, a Habitação, a Economia, a Transição Digital, a Ciência, Tecnologia, o Ensino e a Cultura.

De forma transversal, é urgente evidenciar o valor acrescido pela nossa profissão nas suas diversas formas de exercício. Somente um exercício digno e dignificado se pode traduzir em qualidade no projecto e na construção no nosso país. Importa que os arquitectos se reúnam em torno deste objectivo e que o façam na associação pública que os representa, participando e exigindo, em ambiente de diálogo, quer para dentro quer para fora da Ordem. Actuemos dentro da dimensão política e social da nossa disciplina e reivindiquemos o direito de intervir na política de gestão do nosso território, da nossa arquitectura, da nossa paisagem. Os colégios podem e devem ser importantes apoios da Ordem na fundamentação da intervenção pública, na promoção de alterações legislativas e no contributo para o desenvolvimento de melhores políticas públicas e a defesa do exercício da profissão.

Renovo o apelo para que os seus membros tomem parte neste processo eleitoral, através da apresentação de candidatura, do voto e da participação na vida dos colégios.

A Ordem dos Arquitectos está ao serviço de todos os arquitectos e dos colégios — existentes e a fundar — e todos estamos ao serviço do cidadão.

Lisboa, 3 de Fevereiro 2021
Gonçalo Byrne
Presidente do Conselho Directivo Nacional

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