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Responder à crise instalada
18.02.2021
No caderno “Imobiliário" do Expresso, de 12 de Fevereiro, Gonçalo Byrne resumiu a Nova Bauhaus Europeia (NEB) como “um projecto de grande ambição e de enorme abrangência”, a que a Ordem dos Arquitectos tem estado atenta e a que o Presidente tem dedicado a melhor atenção, interpelando outros profissionais na área da concepção e do projecto.

No artigo, “Arquitetos portugueses aplaudem Novo Bauhaus Europeu”, Joana Nunes Mateus colheu o depoimento do Presidente, que sublinha “o grande mérito” da NEB “de recentrar a arquitetura nos temas fundamentais do nosso tempo: as alterações climáticas, a coesão social, a construção digital, os biorrecursos sustentáveis”.

Gonçalo Byrne refere que “Ursula von der Leyen, quer algo mais do que uma abordagem tecnológica e económica e é nisso que este projeto é surpreendente. (…) Assente na vontade de refundar uma resposta à crise instalada, através de um projeto inclusivo, aberto e multidisciplinar, a Nova Bauhaus pode contribuir para uma economia e uma sociedade mais sustentáveis, aproximando o Green Deal do bem-estar dos cidadãos. (…) Se conseguirmos combinar sustentabilidade com bons projetos, podemos ir além das fronteiras disciplinares e estimular o debate sobre novos métodos de construção e novas formas projetuais. Mas também dar respostas práticas à questão social de como articular uma nova vida dos europeus em harmonia com a natureza”.

A NEB tem um site dedicado e, nesta fase de “desenho conjunto” (co-design phase), estão a acontecer sessões de esclarecimento nas quais todos podem participar.
A sessão destinada, em particular, ao sector criativo que inclui os arquitectos realiza-se no próximo dia 24 de Fevereiro, a partir das 10h (de Lisboa).

Na “Revista” da mesma edição do Expresso, Gonçalo Byrne, arquitecto e Presidente, é entrevistado por Valdemar Cruz. Para o jornalista, “O novo presidente da Ordem dos Arquitectos (…) põe a nu as fragilidades de uma profissão esmagada entre a precariedade, o trabalho abaixo dos custos, e uma filosofia, alimentada pelo Estado, de concursos assentes no custo mais baixo. A qualidade na arquitetura, diz, não é uma questão de elitismo. É um direito para todos”. 

Quando interrogado directamente sobre o grande desafio que tem pela frente enquanto Presidente da Ordem dos Arquitectos, Gonçalo Byrne refere que “são vários, e são difíceis e duros, porque têm a ver com o mundo que temos.” Identifica os desafios fundamentais: “as condições de trabalho da arquitectura” e o “diálogo deturpado e ignorado com a sociedade, os políticos, os cidadãos sobre o que é a arquitectura e quais são as mais-valias que gera (…) e que abre caminho para outros supostos fazedores de arquitetura, que não os arquitetos”. Apesar de tudo, esta “não é a questão central [para o arquitecto] porque esta abertura implica abrir portas, criar sinergias com as outras profissões ligadas ao projeto”.

Afirma que “a resposta da Ordem à questão de saber como é que se junta a qualidade à quantidade é através dos concursos que, em Portugal, mesmo nos concursos públicos, não têm compensações financeiras”.

Perante as consequências de uma crise prolongada, resta a esperança. Para Gonçalo Byrne, “há mais mundo para além do mercado, que vive da novidade e do entretenimento. (…) A cultura avança para o futuro olhando o passado ”.


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