outras oportunidades
Schwäbisch Hall, na Alemanha, abre o mercado a profissionais europeus qualificados, incluindo arquitectos
09.02.2012
Há uma cidade alemã a três horas de avião de Lisboa que precisa de trabalhadores qualificados. Numa iniciativa inédita, está a convidar portugueses a candidatarem-se aos mais de 2.700 empregos que há disponíveis. Chama-se Schwäbisch Hall, tem 37 mil habitantes e fica a duas horas de carro de Estugarda.
O salário médio na Alemanha é de 3.500 euros brutos e na cidade ronda os 2.700 euros um engenheiro pode ganhar entre seis a oito mil euros. Nesta cidade em que os empregos correm atrás das pessoas, a taxa de desemprego jovem é de 2%, quinze vezes menor que o valor registado em Portugal.

Há hipóteses para quem fala inglês, mas na maioria das ofertas falar alemão é essencial. Ainda assim, falar português também pode ser uma vantagem. "Dominar o português é um factor importante porque temos negócios no Brasil e em Angola", afirma Herr Christian Meyer, director de recursos humanos da Voith Turbo, uma empresa com mais de 1,5 mil milhões de euros de volume de negócios e mais de cinco mil trabalhadores.
Mas muitas das multinacionais que procuram pessoas estão disponíveis para pagar o curso de alemão e até a arranjar lugar onde ficar, emprego para o cônjuge e escola para os filhos. Mais: nesta cidade, os jardins de infância têm pessoal especializado para apoiar no ensino da língua a crianças que vieram de outros países para que quando entrem na escola primária não tenham qualquer dificuldade com a língua.

Com cidadãos de mais de 110 países e uma intensa actividade cultural, apesar de ser uma pequena cidade localizada no mundo rural, Schwäbisch Hall acolhe algumas das maiores empresas, líderes mundiais de mercado nos sectores em que trabalham. Talvez por isso, quase 99% da população da região não trabalha na agricultura. Com esta operação de charme para atrair mão-de-obra qualificada pretendem garantir que as empresas continuam na região e não partem para outras paragens onde é mais fácil conseguir trabalhadores.
"Temos que convidar jovens europeus a vir para a Alemanha", afirmou Guido Westerwelle, ministro federal para os negócios Estrangeiros na sua apresentação no "Congresso de Líderes do Mercado Global" que, pelo segundo ano, trouxe à cidade algumas das maiores companhias alemãs.

O presidente da câmara diz que quase 70% das empresas foram criadas e continuam a ser geridas por famílias, o que significa que "têm grandes preocupações com a sustentabilidade futura da companhia e não apenas com o lucro rápido" para satisfazer os accionistas. No seu entender, esse é um dos segredos do sucesso da indústria alemã. A verdade é que não se ouve falar de crise, cortes nos salários ou subida do desemprego.
Se está interessado, basta enviar o seu currículo em inglês para SchwaebischHall.Arbeitgeber@arbeitsagentur.de. A agência de emprego da cidade promete fazer tudo para lhe arranjar um lugar.

Würth

Com quase dez mil milhões de euros de volume de negócios, em 2010, e 400 filiais em 84 países, a empresa especialista na entrega de ferramentas Würth tem mais de seis mil trabalhadores. "Precisamos sempre de pessoas", mas no sector das vendas falar alemão é essencial. Tem entre 100 a 150 vagas, das quais 15 a 20 são para engenheiros e arquitectos. A maioria é para o sector das vendas e, nestes casos, tem que dominar alemão. Carmen Hilkert, responsável pelos recursos humanos, está neste momento em Espanha a contratar pessoas.

Notícia completa no Diário Económico.

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