prémios fad
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Fernando Guerra | FG+SG
Pedro Domingos conquista Prémio FAD
12.07.2013
Na categoria de arquitectura da 55ª edição do mais prestigiado prémio de arquitectura da Península Ibérica, o júri do Prémio do Fomento de las Artes y del Diseño (FAD) atribui dois prémios a duas obras ex aequo, a Escola Básica e Secundária de Sever do Vouga de Pedro Domingos (Pedro Domingos Arquitectos) e o Espaço Transmissor do dólmen/megalítico monte de Seró em Artesa de Segre, de Toni Gironés e Dani Rebugent (Estúdio de Arquitectura Toni Gironés).

Este prémio já foi atribuído em anteriores edições a outros quatro arquitectos portugueses: João Luís Carrilho da Graça com o Pavilhão do Conhecimento (1999), Eduardo de Souto Moura com o Estádio Municipal de Braga (2005), João Maria Trindade com a Estação Biológica do Garducho em Mourão (2009) e Ricardo Bak Gordon com 2 Casas em Santa Isabel, Lisboa (2011).



Resumo da Acta da reunião do júri da 55ª edição do Premio FAD de Arquitectura e Interiores 2013

No dia 11 de julho de 2013, em Barcelona, reuniu-se se nas instalações do Fomento de las Artes y del Diseño (FAD) o Júri da 55ª edição dos Prêmios FAD de Arquitetura e Design de Interiores, formado por: Presidente: Dani Freixes, Membros: Eulalia Aran, Jordi Farrando, Eva Prats, Nuno Sampaio, Maier Velez.

Entre as cerca de 500 obras apresentadas, de Arquitectura, Interior, Cidade e Paisagem e Efêmeras, o júri fez uma seleção de 68. Entendeu que são as que representam a capacidade da profissão produzir obras de elevada qualidade, sempre em favor da habitabilidade dos espaços, do conforto de seus utilizadores, da sustentabilidade da sua construção, do fornecimento de uma nova tipologia e melhoria da paisagem comum.

Em todas elas, o reconhecimento por trazerem muitas dessas qualidades para nossas vidas quotidianas.

Desta seleção escolheram 27 obras como finalistas.

O júri tentou que destes Prémios não saísse o resultado de uma competição, mas o reconhecimento da atitude de como lidar com os problemas de hoje e da habilidade e talento para os resolver. Algumas obras pela sua exemplaridade, e outras pela sua excepcionalidade. Obras que merecem ser visitadas, vividas, analisadas e interpretadas e que passem a ser apreciadas como um património comum.

Arquitetura

O Júri do Prémio FAD Arquitectura, na edição de 2013, decidiu reconhecer os méritos de duas obras que, sendo diferentes, partilham alguns valores:

Por um lado,

Pela capacidade de tornar memorável a experiência de habitar pelos seus utilizadores através de espaços livres de grande riqueza; pela flexibilidade para introduzir usos sociais e desportivos que vão além de seu próprio uso, abrindo-se à comunidade; pela forma acertada com que integra diversas peças arquitectónicas numa topografia acidentada sem que o conjunto tenha um impacto negativo na território; pela sua capacidade, apesar da complexidade do programa, de integrar com uma única linguagem a intervenção em edifícios existentes e a criação de novas peças; pela criação de um cuidadoso sistema de composição e detalhe; e pela sua destreza em superar as contingências económicas e de prazos, reveladas ao longo do processo, o júri atribuiu um Prémio Fad de Arquitectura à Escola Básica e Secundária de Sever do Vouga, Pedro Domingos (Pedro Domingos Arquitectos).

Por outro lado,

Pela sua capacidade de transcender o imediato; fugir de soluções pré-concebidas, redefinir o valor que atribuímos a materiais e formas, combinando as práticas culturais, sociais e de promoção económica; ajustar-se às condições do contexto produtivo e, em última instância, explorar novas vias que permitem ampliar os canais através dos quais a arquitetura deve viajar, é concedido um Premio FAD de Arquitetura a uma imagem aparentemente inacabada e feita de materiais simples que definem complexos espaços - alguns fortemente emocionais - contendo uma rica reflexão sobre o contexto, os valores que escondem o património rural e a relação a estabelecer entre um passado luxuoso e um presente agrícola: Espaço Transmissor do dólmen/megalítico monte de Seró em Artesa de Segre, de Toni Gironés e Dani Rebugent (Estúdio de Arquitectura Toni Gironés).


Acta da reunião do júri do 55 º edição do Premio FAD de Arquitectura e Interiores 2013 (versão integral)

Sitio do ARQUINFAD

Sitio de Pedro Domingos Arquitectos

Facebook Pedro Domingos Arquitectos



ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DE SEVER DO VOUGA

EQUIPA DE PROJECTO

Arquitectura:

Pedro Domingos Arquitectos

Autor e Coordenador:

Pedro Domingos

Colaboradores:

Pedro Gonçalves, Luís Rosário, Luís Pedro Fernandes, Hugo Amaro, Joana Fonseca, Patrícia Ribeiro

Arquitectura Paisagista:

Global Arquitectura Paisagista, João Gomes da Silva

Reforço Estrutural, Fundações e Estruturas:

Ara, Alves Rodrigues Associados, Fernando Rodrigues, Cristina Martinho

Instalações Mecânicas, Acústica e Certificação Energética:

Natural Works, Guilherme Carrilho da Graça

Instalações Eléctricas, Segurança Integrada e Telecomunicações:

Ohmsor, Luís Mira

Hidráulica, Gás, Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, Plano de Saúde e Segurança:

João Guimarães

Fotografia:

FG+SG - fotografia de arquitectura, Fernando Guerra



FICHA TÉCNICA

Dono-de-obra: Parque Escolar E.P.E.

Fiscalização: VHM, Vitor Hugo SA

Construtor: Consórcio MRG, SA e Graviner, SA

Data do Projecto Setembro 2009, Abril 2010

Data de Construção: outubro 2010, abril 2012

Total de Área: 17000m2

Área Reabilitada: 6.400m2

Área Nova:10.600m2

Àrea Exterior:35.000m2

Custo: 14.000.000,00€

Numero de Estudantes: 1512

Turmas: 54



BREVE DISCRIÇÃO DA OBRA

“Aprender e Crescer”

A obra da Escola de Sever do Vouga enquadra-se na terceira fase do programa Nacional de Requalificação das Escolas Secundárias.

Este programa consistiu em remodelar cerca de 300 Escolas, reutilizando as instalações existentes e adicionando novas valências programáticas e espaciais.

Os espaços de uso comum – Biblioteca, Sala de Alunos, Salas de Estudo, Refeitório, Auditório e Espaços Desportivos - foram as áreas em que o investimento foi maior.

A Escola Básica e Secundária de Sever do Vouga está localizada na Serra do Arestal e faz parte do Maciço da Gralheira, um Conselho vocacionado para as actividades Agrícola e Metalúrgica.

Esta Escola, com capacidade para 1500 alunos com idades entre os 10 e os 17 anos, serve todos os alunos do Conselho. Estes deslocam-se de todas as aldeias em autocarros para a Escola. Para estes alunos a Escola é o local onde passam grande parte do seu dia útil, funcionando como uma “segunda casa”.

A Escola está Implantada sobre uma linha de festo, norte/sul, em plena serra, com um desnível de 26m, numa área com baixa densidade urbana e com uma forte envolvente natural.

O projecto reconstrói a relação entre a Escola e o Território, sublimando a sua natural condição de domínio da paisagem. Propusemos a fusão entre Natureza e Arquitectura.

O principal desafio da nova Escola é encontrar o equilíbrio e a união entre o ensino formal da sala aula e os espaços exteriores de liberdade.

A proposta consistiu em organizar a Escola em torno dos quatro blocos pré-existentes, densificando e optimizando a oferta dos espaços de ensino, libertando para Sul e para Norte dois espaços exteriores, de generosas dimensões e expostos ao vale, para um uso mais livre.

Aos quatro blocos existentes foi adicionada uma nova estrutura em “L”, que os envolve definindo um conjunto de pátios e o limite topográfico, contendo a entrada principal da Escola e os espaços comuns.

A Escola Básica implantada numa cota superior (piso 2), organiza-se em “U” em torno de um amplo pátio virado a sul que se abre ao vale, funcionando como uma acrópole que olha e domina o Território.

A entrada principal da Escola faz-se pelo piso intermédio. A partir deste piso (P1) desce-se um piso para a Escola Secundária (P0) ou sobe-se um piso para a Escola Básica (P2), tornando as relações entre os diversos níveis da Escola mais optimizadas e inclusivas.

A Sul a área desportiva existente foi reorganizada. O pavilhão foi reabilitado e foram adicionados um conjunto de novos ginásios e campos desportivos agrupados em altura, formando uma pequena torre que liga o piso 0 da Escola Secundária à plataforma desportiva.

As diferentes valências escolares implantadas nas três plataformas desniveladas são cerzidas por dois percursos: um mais artificial e pragmático, com orientação Norte/Sul, que relaciona de forma inclusiva as três plataformas (Escola Básica, Escola Secundária e Complexo Desportivo), e outro mais natural e adoçado à topografia. Estes dois percursos começam e acabam juntos, existindo pontos de conexão ao longo da sua extensão.

Este sistema de percursos é complementado por um conjunto de passadiços metálicos à cota da entrada da Escola (piso 1), que ligam os blocos existente aos novos. Esta estrutura “suspensa” sobre o território distende a cota da entrada e conecta os diferentes blocos, criando um complexo sistema de relações entre os diferentes pisos e pátios da Escola.



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