prémio tektonica
Multiplus
Bernardo André (coord.), com Ricardo Guedes e Francisco Ré
“Multiplus” distinguido com o Prémio Internacional Tektónica ’07
07.03.2007
«Multiplus», trabalho de Bruno André da Cruz André (coordenador), com Ricardo Filipe Ferraz Guedes e Francisco Miguel Salgado Ré, é o vencedor desta edição do Prémio – Estratégia de Incerteza - instituído pela Associação Industrial Portuguesa – Feira Internacional de Lisboa com apoio da Ordem dos Arquitectos.
Nos próximos dias 27 a 31 de Março, todos os trabalhos apresentados a concurso serão expostos na 9.ª Feira Internacional de Construção e Obras Públicas – Tektónica’07. Na oportunidade, terá lugar a cerimónia de entrega do Prémio.

«Multiplus» é um projecto/objecto que se pretende “mutável, flexível, plural”. Para os elementos da equipa vencedora, “(...) nasce do conceito de um sistema expansível, que alcança a totalidade dos 100m2 propostos, quando totalmente aberto. (...) Existe a possibilidade de usar o objecto totalmente fechado, aberto numa ou noutra face, ou nas duas ao mesmo tempo. (...) O objecto entende-se como um sistema dinâmico mutante na sua personalidade e forma, que resulta do pensamento estratégico de poder cumprir várias funções e usos, em cenários distintos, como um bairro degradado, uma aldeia, um acampamento de ciganos ou até mesmo um estabelecimento prisional”.

A Acta da reunião do Júri, que se disponibiliza em versão integral, refere que esta proposta “assume-se claramente como a que apresenta a ideia mais sólida e melhor articulada” ou também que é “aquela que melhor responde aos critérios de avaliação do concurso”.

Foi também atribuída uma menção honrosa ao trabalho de Marcelo Claúdio de Menescal Sousa Dantas, que, de acordo com o Júri, “embora possua a ideia mais arrojada e aborde o tema de modo igualmente pertinente (...) carece de desenvolvimento do ponto de vista da estabilidade e viabilidade construtiva da solução”.

Para Marcelo Dantas, “da leitura e reflexão do programa (...) fica uma ideia de urbanidade (...); uma volumetria vertical marcadamente urbana será o resultado da condensação indiciada” assumindo a forma de “uma torre – elemento urbano de excepção a erigir numa área de 100m2” que potencia “uma afirmação urbana como também social”. Esta ideia traduz-se num “elemento estrutural e arquitectónico, o Guindaste, elemento urbano que raramente é encarado como tal” ainda que pontue e densifique “os horizontes das urbes modernas”. O projecto está estruturado em “dois elementos verticais de base (...) – o guindaste e a caixa do elevador”, sobre os quais “pousará toda a estrutura mutável ao longo dos dez anos de vida previstos”.

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