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Lisboa escolhida para 100 Resilient Cities
08.01.2015
Lisboa foi uma das 35 cidades escolhidas para fazer parte do projecto 100 Resilient Cities (100RC), promovido pela norte-americana Fundação Rockfeller. A iniciativa internacional tem como missão apoiar cidades de todo o mundo a aumentarem a sua resiliência a desastres físicos, sociais e económicos no ambiente urbano.

Com esta nomeação, Lisboa e as restantes cidades passam a receber da Fundação Rockfeller apoio logístico, financeiro e técnico, proveniente de um orçamento global de 100 milhões de dólares. Desde Dezembro de 2013, o 100RC presta já apoio a outras 32 cidades, entre elas Los Angeles, Nova Iorque, Roma, Cidade do México, Melbourne, Rio de Janeiro, etc.

Em breve, espera-se que as cidades nomeiem um responsável pela resiliência, o chief resilience officer, que coordenará todas as actividades e relações com stakeholders neste âmbito e desenvolverá um plano para a resiliência. A estratégia deve incluir os esforços existentes, a identificação de necessidades em áreas prioritárias, a realização de estudos no sentido de compreender os riscos interligados e as oportunidades existentes, assim como o desenvolvimento de um conjunto de prioridades e iniciativas.

A Fundação Rockfeller vai ainda permitir o acesso a uma plataforma de serviços que apoiem a implementação da estratégia definida pela cidade e promover a colaboração com outros membros da rede.

As escolhidas foram anunciadas na madrugada de quarta-feira (hora portuguesa) em Singapura. Para além de Lisboa, outras cidades europeias fazem também parte deste novo conjunto de cidades resilientes: Atenas, Barcelona, Belgrado, Londres, Milão, Paris e Tessalónica. Pelo resto do mundo, foram seleccionadas Accra (Gana), Juarez (México), Santa Fé (Argentina), Santiago (Chile), Amman (Jordânia), Sidney (Austrália), Wellington (Nova Zelândia), Chennai (Índia), Singapura (Singapura), Deyang (China) ou Toyama (Japão), entre outras.

No caso lisboeta, foram identificados seis desafios principais: envelhecimento da população, risco sísmico, risco de inundações (costeiras ou resultantes de precipitação), deslizamento de terras, aumento da altura do nível do mar e a erosão costeira, infra-estruturas envelhecidas.

Lançada em 2013, a iniciativa não passa despercebida aos centros urbanos e o número de candidaturas tem sido largamente superior aos lugares disponíveis. O mesmo aconteceu este ano e, para a Fundação Rockfeller, escolher apenas 35 cidades das 331 candidaturas não foi tarefa fácil - “recebemos tantas candidaturas apaixonadas e vibrantes, tivemos centenas de conversas inspiradoras com os incríveis mayors das cidades candidatas e horas de debate interno intenso”, confessa a Fundação no seu portal.

As candidaturas deste ano para integrar o 100RC decorreram entre os meses de Julho e Setembro. Em 2015, a Fundação Rockfeller tenciona abrir novamente o desafio às cidades do mundo, no sentido de continuar a apoiar a resiliência dos centros urbanos.

A fundação norte-americana define resiliência como a capacidade dos indivíduos, comunidades, instituições, empresas e sistemas dentro de uma cidade de sobreviver, adaptar e crescer, independentemente dos vários tipos de stress crónico e desastres repentinos que experienciem. Através da resiliência, as cidades conseguem avaliar a sua exposição a determinado risco ou stress e desenvolver um plano integrado e pró-activo que aborde estes desafios e lhes apresente uma resposta eficaz. “A resiliência é sobre tornar as cidades melhores, tanto no curto como no longo prazo, para todos”, considera a Fundação Rockfeller.

Saiba mais sobre a iniciativa aqui.


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