prémios secil
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Sines. Compor os Opostos © Bianca Salmoiraghi
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A terceira água revelando a paisagem © Flora di Martino, Rita Martins, Saule Grybenaite
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Casa, Cozinha, Horto, em Alcácer do Sal © Pedro Frade
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A cerca urbana na cidade contemporânea. Projeto de reinterpretação do sistema muralhado e das portas de Mértola © Ana Margarida Figueiredo Pais
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Casa da Ria Centro de artes de Aveiro © Catarina José Oliveira Pereira
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Interstícios do dualismo urbano em Maputo © João Pedro Brito Oliveira
XV Prémio Secil Universidades Arquitectura
14.01.2020
O XV Prémio Secil Universidades Arquitectura distinguiu seis trabalhos. Felicitações aos autores dos projectos seleccionados e aos seus orientadores.

O Júri desta edição do Prémio
* presidido por António Belém Lima (Secil e Ordem dos Arquitectos)
integrou
* José António Bandeirinha (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior)
* Clara Gonçalves (ISMAT - Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes)
* Fátima Fernandes (ESAP — Escola Superior Artística do Porto)
* Rui Mendes (Universidade Autónoma de Lisboa)
* Sofia Aleixo (Universidade de Évora)
* Rodrigo Coelho (Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto)
* Célia Gomes (Secil) e
* Inês Vieira da Silva (Ordem dos Arquitectos)
e decidiu premiar:

no Concurso 2015-2016
* Bianca Salmoiraghi
* Flora di Martino + Rita Martins + Saule Grybenaite
* Pedro Frade

no Concurso 2016-2017
* Ana Margarida Pais
* Catarina Oliveira Pereira
* João Pedro Oliveira



Sobre os seis trabalhos premiados, o Júri registou em acta alguns aspectos que os distinguiram entre os 62 trabalhos apreciados:

Sines. Compor os Opostos
Bianca Salmoiraghi

Universidade Autónoma de Lisboa
Orientador: Francisco Aires Mateus

O trabalho identifica cuidadosamente o carácter da cidade, lê o território com intencionalidade, diferencia escalas, enfatiza o espaço público. Em consequência, com um único elemento, traça estratégias para a transformação urbana. O desenho do porto, permite afirmar as diferentes vocações cidade/indústria.

A terceira água revelando a paisagem
Flora di Martino, Rita Martins, Saule Grybenaite

Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
Orientadora: Teresa Calix

Abordagem de grande escala, com equilíbrio no desenho e no controle do programa. A estratégia de projecto decorre muito do olhar sobre o território, de perceber a sua pragmática...

Casa, Cozinha, Horto, em Alcácer do Sal
Pedro Frade

Universidade Autónoma de Lisboa
Orientadores: Francisco Aires Mateus, Joaquim Moreno

Projecto com enorme carga poética, enfatizando três momentos fundamentais da casa, que organiza em atmosferas diferentes e surpreendentes. A funcionalidade dos espaços é aqui interpretada como antropológica: das salas em sequência (privacidade), à chaminé exuberante da cozinha (comunhão) aos caminhos de água no horto (produção). O rigor técnico da representação é ainda dobrado pela expressão formal, evidenciando a intensidade do pensamento arquitectónico.

A cerca urbana na cidade contemporânea
Projeto de reinterpretação do sistema muralhado e das portas de Mértola
Ana Margarida Figueiredo Pais

Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
Orientador: Paulo Providência

Uma porta contemporânea cresce por entre as pedras antigas de Mértola. Simultaneamente, mostra-se e dissimula-se, na convergência atenta e delicada de passado e presente, de arqueologia e pragmatismo. Acrescenta-se a memória de Mértola.

Casa da Ria Centro de artes de Aveiro
Catarina José Oliveira Pereira

Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
Orientador: José Fernando Gonçalves

O projecto usa a arquitectura para fazer cidade, usa o programa para construir a imagem de cidade. O desenho específico dos edifícios vem desta estratégia de sobreposição e interpretação dos sítios: parque, cais, bairro do liceu.

Interstícios do dualismo urbano em Maputo
João Pedro Brito Oliveira

Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa
Orientadores: João Sousa Morais, Joana Malheiro

Uma reflexão arrojada, que através da leitura arquitectónica, fundamenta a compreensão da estrutura da cidade islâmica e da sua especificidade na África contemporânea. A arqueologia e a ideia forte de monumento, convergem para inventar a imagem de bairro. A fluidez e a sobreposição de funções mostram-se vitais neste modo de habitar. Há consistência na formulação de desenho, ainda que incompletude na definição construtiva.


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