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Rita Chantre
Homenagem a Manuel Graça Dias / Medeia Filmes
15.05.2019
25 de Maio
Cinemas Medeia Monumental

Manuel Graça Dias (1953-2019) gostava de cidades. Do espaço de partilha que representam. Da sua diversidade e polivalência. Das cidades como espaço de liberdade, que construímos em conjunto, fazendo delas “um somatório imenso sobreposto de tantas diferentes cronologias e origens” [Manual das Cidades, ed Relógio d’Água].

Arquitecto, professor, cidadão interveniente, “pensava” em público a arquitectura e a cidade, quer através das colaborações regulares na imprensa escrita e revistas da especialidade, rádio e televisão, ou nos muitos livros que publicou, e, como escrevia o jornal Público, deixou-nos um “legado vibrante”.

Poderíamos dizer que Manuel Graça Dias era “muito cá de casa”. Com Egas José Vieira, com quem fundou o atelier de arquitectura Contemporânea, teve, desde os anos noventa, uma relação de trabalho constante com a Medeia Filmes e Paulo Branco. São deles os projectos dos Cinemas Medeia Monumental, em Lisboa (1993) e Cidade do Porto (1994) — bem como, mais tarde, os do Saldanha Residence, Alvaláxia e Freeport, entre outros, ou os escritórios da produtora Madragoa Filmes, em Alcochete, ou ainda a livraria da Assírio & Alvim nos cinemas Medeia King.

Um espírito criativo e livre, Graça Dias aceitava sempre com prazer novos desafios, e a forma como resolvia as situações e as explicava, o seu entusiasmo e envolvimento eram contagiantes. Participava regularmente em debates, conversas, ou apresentava filmes nas nossas salas, em Lisboa e no Porto.

No dia 25 de Maio a Medeia Filmes organiza uma homenagem nos “Fins-de-semana no Monumental”. Será exibido o documentário “Arriverdeci Macau” (2012), que fez com Rosa Coutinho Cabral, sobre o arquitecto Manuel Vicente, com o qual trabalhou em Macau, no início da sua carreira; as curtas-metragens, que escreveu e realizou no âmbito do projecto “Ruptura Silenciosa”, da FAUP: “A Encomenda” e “A Limpeza” (ambas de 2013; a primeira, sobre a Casa de Albarraque, projecto do arquitecto Raul Hestnes Ferreira, que também participa no filme, a segunda, sobre a casa Weinstein, que Manuel Vicente construiu para a família), o último episódio do programa que teve na RTP nos anos 80, “Ver Artes Arquitectura”, e um excerto de uma entrevista filmada, ainda inédita, do projecto da FAUP, Circa 63, sobre as intersecções entre a arquitectura e o cinema em Portugal. Haverá ainda uma conversa sobre a sua obra com os arquitectos Egas José Vieira, Luís Urbano e a realizadora Rosa Coutinho Cabral e outros convidados a anunciar.

Mais informações.



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